Nem todo tremor nas mãos está relacionado ao mal de Parkinson, mas sempre deve ser investigado.
Por Flavio Henrique Bobroff, neurologista.

Parkinson

O mal de Parkinson é a doença degenerativa mais comum no mundo depois do Alzheimer.

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), atinge entre 1 e 2% da população acima dos 60 anos.

O sintoma mais conhecido é o tremor nas mãos. Mas, quando se trata de Parkinson, outras mudanças físicas e comportamentais se manifestam.
O cérebro atingido pela doença de Parkinson perde neurônios numa área conhecida como substância negra.

O distúrbio provoca queda na produção de um neurotransmissor, a dopamina, que, entre outras coisas, ajuda a controlar os movimentos do corpo.
A medicina descobriu a relação entre a falta de dopamina e o Parkinson, mas ainda não sabe exatamente qual é a origem da doença.

Tampouco encontrou a cura, mas os tratamentos avançaram bastante nas últimas décadas.

Já é possível amenizar significativamente os sintomas e manter uma expectativa de vida praticamente normal para a maioria dos doentes.

O que causa os tremores?

Os movimentos são afetados por causa da redução ou ausência da dopamina no organismo e os tremores estão entre as consequências desta alteração.

Mas outros problemas, além do Parkinson, causam tremores.

É necessário consultar o neurologista para chegar a um diagnóstico.
O tremor fisiológico, por exemplo, é normal e passageiro.

Surge em algumas situações como crises de ansiedade, pânico, jejum prolongado, esforço excessivo ou por efeito de algum remédio.

Já o que chamamos de tremor essencial é mais intenso e constante, descontrola principalmente os movimentos dos braços e melhora quando a pessoa está em repouso.

É uma desordem neurológica comum.
Já o tremor da pessoa com Parkinson vem acompanhado de outros sintomas e evolui de um forma diferente.

Ele pode ocorrer na cabeça, nos dedos, nas mãos, no queixo, nos pés. Geralmente afeta primeiro um dos lados do corpo.
São chamados de tremores de repouso porque acontecem quando a pessoa não está fazendo nenhum movimento voluntário.

A intensidade varia e é mais forte em momentos de nervosismo. Gradativamente, com o passar dos anos, todo o corpo vai sendo impactado.

Quais são os principais sintomas de Parkinson?

A principal característica do doente de Parkinson é se movimentar com lentidão, um sintoma chamado bradicinesia ou acinesia.
Os músculos se enrijecem ao ponto de causar dor.

Os passos são curtos e a pessoa se curva para a frente quando caminha.

O equilíbrio corporal fica instável e o risco de quedas é alto.
Falar e fazer expressões faciais vai se tornando difícil.

O avanço da doença também traz depressão e dificuldades de memória.

Como é feito o diagnóstico do mal de Parkinson?

Como vimos, o Parkinson se manifesta em um conjunto de sintomas.

Alguns doentes não apresentam tremores. O diagnóstico é essencialmente clínico.

O neurologista deve ser informado de todos os detalhes relacionados às queixas de tremores, rigidez e fraqueza, além do uso de medicamentos pelo paciente.
O médico vai observar como a pessoa anda, fazer testes motores, verificar o tônus muscular, a postura e as expressões faciais.
Quanto mais cedo o distúrbio neurológico for detectado, mais chance de se obter uma boa resposta ao tratamento.
Como a maior parte dos casos é de pessoas idosas, infelizmente é comum que incialmente sintomas do Parkinson sejam confundidos com problemas naturais do envelhecimento.

Qual é o tratamento para Parkinson?

Não temos cura ainda para a doença de Parkinson, mas podemos combinar vários recursos terapêuticos para manter a qualidade de vida do paciente.

O objetivo é amenizar os sintomas e retardar o avanço do processo degenerativo.
Usando medicamentos que protegem os neurotransmissores buscamos preservar os níveis de dopamina.
Sessões de fisioterapia e fonoaudiologia ajudam a pessoa a superar as dificuldades de movimentação e fala.
A psicoterapia é importante para enfrentar a depressão que pode surgir.
Em alguns casos, a solução é a cirurgia que implanta eletrodos para modular estímulos elétricos no cérebro.
O neurologista é o médico capacitado para orientar você em caso de dúvidas sobre a doença de Parkinson.

Busque ajuda especializada.

Saiba mais sobre as causas frequentes da dor no “pé da barriga”.
Por Marcos André da Silva, ginecologista

A DPC ou dor pélvica

A DPC ou dor pélvica crônica pode ocorrer em homens, mas afeta principalmente as mulheres.

É motivo de queixas constantes nos consultórios ginecológicos.

Algumas pacientes se referem a ela como “dor no pé da barriga” porque o incômodo se manifesta na região inferior do abdômen, abaixo do umbigo.
Segundo a Sociedade Brasileira para Estudo da Dor, o problema atinge aproximadamente 15% das mulheres em idade reprodutiva e representa 10% de todos os atendimentos médicos para mulheres.

A DPC impacta a vida profissional, sexual e emocional.

Pode até agravar doenças como depressão e ansiedade.
A dor não é uma doença, mas um sintoma.

Chegar a um diagnóstico sobre a origem do problema às vezes demora.

São várias as hipóteses possíveis.

Não é raro atender pacientes que já passaram por mais de um médico na tentativa de descobrir o que há de errado.
Os episódios dolorosos podem estar associados a problemas intestinais, urinários, vasculares, alterações anatômicas e estresse.

Mas frequentemente a dor pélvica crônica nas mulheres tem como causa uma doença ginecológica. Se você também está sofrendo com essa dor, não hesite em procurar o ginecologista.

Diagnóstico

Consideramos crônica a dor pélvica que dura por no mínimo seis meses.

A investigação da causa leva em conta muitas informações.
Quando surgiu a dor?
Qual é a intensidade?
Quanto tempo duram os episódios dolorosos?
Dói ao urinar?
Alivia após evacuação?
Incomoda durante as relações sexuais?
Qual o histórico de cirurgias da paciente?
É uma pesquisa que envolve também diversos exames e exige dedicação do médico e contribuição da paciente.

É preciso prestar muita atenção aos sinais do corpo associados a dor. Um pequeno detalhe pode ajudar no diagnóstico.

Além dos exames de rotina, como ultrassom transvaginal e exames de urina, pode ser pedido também ressonância magnética.

Depende das causas que o ginecologista considerar mais prováveis.

Causas ginecológicas mais comuns

Veja algumas doenças e condições ginecológicas que podem provocar dor pélvica crônica.
Endometriose
A endometriose é uma alteração no funcionamento do organismo, um processo inflamatório que ocorre quando células do endométrio, a mucosa que reveste o útero, não são expelidas durante a menstruação e, em vez disso, vão para os ovários ou para a cavidade abdominal.
Adenomiose
A adenomiose é a doença que se caracteriza pelo crescimento de células do endométrio em meio às fibras musculares da parede do útero. Ao invés de crescerem para fora, elas invadem a parede uterina.
Dismenorreia
A dismenorreia é a famosa cólica menstrual. Ela ocorre quando o organismo libera a prostaglandina, uma substância que provoca contrações uterinas para descamar as células do endométrio pela menstruação, sempre que não há nenhum óvulo fecundado, já que a função delas é nutrir o embrião.
Gravidez ectópica
A gravidez ectópica acontece quando um óvulo fecundado não migra para o útero onde poderia se desenvolver normalmente, mas se implanta em outra estrutura do aparelho reprodutor feminino, como as trompas.
Aderências pélvicas
Chamamos de aderência a união de dois tecidos do organismo, inclusive de órgãos diferentes, em consequência de cirurgias, infecções ou traumas. A aderência é semelhante a uma cicatriz.

Doença inflamatória pélvica (DIP)

DIP é uma síndrome causada por processo infeccioso que se inicia na vagina e atinge órgãos sexuais internos como útero, trompas e ovários, provocando inflamação.

Uma doença sexualmente transmissível, como a clamídia, quando não tratada, pode dar origem a uma DIP.
Não deixe que a dor reduza a sua qualidade de vida.

Assista ao vídeo que gravei sobre a dor pélvica crônica e, se está com sintomas, não deixe de procurar ajuda médica. Visite regularmente o seu ginecologista.

Cuide-se bem.


 

Aprenda a reconhecer os sintomas dos distúrbios mais comuns da glândula tireoide.
Por Moacir Godoy, endocrinologista

A glândula tireoide

A glândula tireoide é extremamente importante para o equilíbrio de todo o nosso organismo.

Pesa entre 15 e 20 gramas apenas e está localizada na base do pescoço.

Ela produz os hormônios que regulam o metabolismo das nossas células influenciando na nossa disposição, humor, capacidade reprodutiva, funcionamento intestinal, dentre outros.

Os problemas mais frequentes relacionados a tireoide são o hipotireoidismo e o hipertireoidismo.
O hipotireoidismo é o mais comum e ocorre quando a produção de hormônios na tireoide é baixa ou inexistente.

Já no hipertireoidismo, que é mais raro, acontece o contrário. Há uma produção elevada de hormônios tireoidianos.

Os distúrbios incidem mais em mulheres, podem ser congênitos ou desenvolvidos ao longo da vida.
Os exames que detectam o desequilíbrio hormonal devem ser realizados ao menos uma vez por ano.

Principalmente nos grupos de risco como gestantes, mulheres em fase reprodutiva, pessoas com histórico familiar de doença na tireoide e crianças que estão crescendo lentamente.

Diagnóstico

O endocrinologista faz o diagnóstico de hipotireoidismo ou hipertireoidismo baseado no exame clínico e no exame de sangue que mede os níveis hormonais do paciente.

Em alguns casos, o médico pode solicitar também um ultrassom para visualizar a tireoide e descartar a presença de nódulos.
Quando há algum desiquilíbrio na produção de hormônios tireoidianos, o T3 e o T4, a hipófise, glândula que fica no cérebro.

Ela regula várias outras glândulas do nosso corpo, aumenta ou diminui a produção de TSH, o hormônio que estimula a tireoide.

Por isso, níveis elevados de TSH e baixos dos hormônios tireoidianos caracterizam o hipotireoidismo.

Sintomas

Quando o desequilíbrio hormonal ainda não está acentuado, os sintomas podem passar despercebidos, é importante prestar atenção aos sinais do corpo.

Se não tratada, a alteração na produção dos hormônios tireoidianos compromete bastante a qualidade de vida.

Os sintomas de hipertireoidismo e hipotireoidismo são bem diferentes. Compare.
Hipotireoidismo
Cansaço
Depressão
Sonolência
Diminuição da frequência cardíaca
Alterações no ciclo menstrual
Prisão de ventre
Pele seca e fria
Unhas quebradiças
Voz mais grossa
Intolerância ao frio

Hipertireoidismo
Emagrecimento
Taquicardia
Mãos trêmulas
Agitação e irritabilidade
• Insônia
Suor abundante
Intolerância ao calor

Causas

Diversos fatores influem na produção hormonal e devem ser investigados para definir a melhor forma de tratamento. A Tireoidite de Hashimoto, uma doença autoimune que provoca a diminuição da tireoide, pode ser a causa do hipotireoidismo.

O distúrbio também pode estar relacionado a deficiência ou excesso de iodo na alimentação.
Já entre as causas do hipertireoidismo está a Doença de Graves que é hereditária e ocorre quando um anticorpo no sangue estimula a produção elevada de hormônios tireoidianos.

É preciso descartar ainda a presença de nódulos na glândula tireoide.

Tratamento

O tratamento para hipotireoidismo é a reposição do hormônio que a tireoide deixou de fabricar.

Casos de cura são raros, por isso o medicamento é quase sempre para toda a vida, mas é um tratamento é muito eficaz.
Para tratar o hipertireoidismo, o médico pode prescrever medicamentos, iodo radioativo ou recomendar cirurgia.

Vai depender da causa e do estágio da doença.
Confirmado o diagnóstico de hipotireoidismo ou hipertireoidismo, é fundamental começar a tratar o quanto antes. Entre as complicações causadas por esses distúrbios hormonais estão osteoporose, infarto, arritmias e pressão alta.

Por isso não deixe de consultar o endocrinologista em caso de sintomas ou para fazer exames de detecção precoce.

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É possível aliviar as dores, ajudar na questão estética e prevenir problemas mais graves.
Por Luís Henrique Maia Rocha, angiologista e cirurgião vascular

Varizes

As varizes podem aparecer em qualquer parte do corpo, mas são mais comuns nas pernas.

É onde o sangue tem mais dificuldade para voltar ao coração por causa da força da gravidade.

Quando as veias estão saudáveis, válvulas impedem que o sangue retorne aos pés.

Mas com o passar dos anos o sistema vai perdendo a eficiência, a pressão aumenta e as veias dilatam formando o que chamamos de varizes.
Algumas pessoas têm varizes por predisposição genética, mas o estilo de vida também pode provocar a dilatação das veias.

Ficar muito tempo em pé ou sentado, fazer pouco exercício e estar acima do peso são alguns dos fatores de risco.

A prevalência maior é nas mulheres e está relacionada à condição hormonal.

A gravidez ou o uso prolongado de anticoncepcionais pioram o problema.
Além de incomodarem porque prejudicam a aparência, as varizes causam grande desconforto.

Quem tem varizes tem dor, sensação de cansaço nas pernas e inchaços no final do dia. Em casos mais graves podem aparecer manchas na pele ou até mesmo feridas.
Consultar um angiologista ou cirurgião vascular é importante para avaliar as veias doentes e realizar exames que mostram com precisão os problemas de circulação do sangue.

O médico vai identificar as causas e indicar o tratamento adequado.

Quando é preciso fazer cirurgia de varizes?

A cirurgia é a solução quando as varizes deixam de ser uma questão puramente estética e comprometem o bem-estar do paciente ou para evitar prováveis complicações.

A remoção cirúrgica das veias doentes, fechando os pontos de refluxo sanguíneo, é um procedimento rápido e exige pouco tempo de internação hospitalar.

Com repouso de algumas semanas em casa, o paciente pode retomar as atividades.
Um check-up vascular com o médico de sua confiança ajuda no diagnóstico e definição do tratamento, além de prevenir a evolução para quadros mais graves.

Fique atento à sintomas como coceira, mudança de coloração na pele e presença de eczema, uma ferida que resulta de reação alérgica devido aos problemas circulatórios.
A dilatação pode ocorrer em veias profundas ou superficiais tornando o fluxo sanguíneo mais lento.

Isso cria condições para o aparecimento de coágulos que obstruem as veias e causam inflamação.

É um processo que pode levar a doenças perigosas como a flebite, por exemplo.

Qual o melhor tratamento para os vasinhos nas pernas?

A escleroterapia, que consiste em aplicar injeções com soluções de glicose concentrada ou outras substâncias, consegue eliminar as microvarizes e as aranhas vasculares.

Recomendamos tratá-las não só pela questão estética, mas porque deixam escapar sangue.
O laser também vem sendo usado com a finalidade de necrosar essas veias fininhas.

O médico pode combinar aplicações de injeção e uso do laser no tratamento do paciente.
Muito importante dizer que esses procedimentos, realizados em várias sessões no consultório, precisam ser conduzidos por médicos especializados, que entendem do sistema circulatório dos membros inferiores.

As veias se comunicam no sistema vascular, é necessário muito cuidado nas aplicações.

Boas práticas para quem tem varizes nas pernas

Faça caminhadas, ande a pé sempre que puder

 

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Quem não tem um sono reparador deve procurar ajuda médica.
Por Roberta Gobeti Delgado, geriatra.

Distúrbios do sono

Muitos pacientes esquecem de relatar aos médicos que enfrentam dificuldades para dormir.

Isso acontece por falta de informação sobre tratamentos para os distúrbios do sono e por desconhecimento dos graves prejuízos causados pelas noites mal dormidas.

Quem não consegue atingir o sono profundo e acordar descansado, pode estar comprometendo seriamente a saúde.
Sem repouso adequado perdemos a memória, a capacidade cognitiva, agravamos ou criamos condições para o desenvolvimento de doenças e transtornos psiquiátricos.

Além do risco de nos envolvermos em acidentes no trânsito ou no trabalho.

Dormir bem é tão importante quanto comer bem, se você está tendo problemas, conte ao seu geriatra.

Sintomas de distúrbios do sono

Dificuldade pra dormir uma vez ou outra não deve ser motivo de preocupação.

Mas se está acontecendo com frequência é preciso identificar a causa e tratar. Conheça alguns sintomas dos distúrbios do sono.
Sonolência durante o dia
Falta de concentração
Irritabilidade
Ansiedade
Apatia
Depressão

Por que estou dormindo mal?

Alguns hábitos como comer muito ou consumir bebida alcóolica à noite, levar vida sedentária, ver TV no quarto, entre outros, prejudicam a chamada higiene do sono, ou seja, não criam as condições ideais para relaxamento e sono profundo, sem interrupções.

Portanto, em alguns casos, mudanças na rotina do paciente resolvem o problema.
Mas há outras causas que devem ser investigadas.

São dezenas os distúrbios do sono classificados pela medicina.

Veja aqui alguns bem comuns.

Noctúria

A noctúria, necessidade de se urinar várias vezes durante a noite, é muito comum em pessoas mais velhas e atrapalha demais o sono.

Ela pode estar relacionada a vários fatores como beber muito líquido depois das 18 horas, infecção urinária, incontinência urinária, bloqueio do canal urinário no homens, entre outros. Conhecendo a causa da noctúria, é possível tratar.
Apneia obstrutiva do sono
A apneia é um dos mais perigosos distúrbios do sono.

Ela provoca o fechamento parcial ou total da faringe, causando pequenas paradas respiratórias continuamente durante o repouso.

A redução da oxigenação do sangue, a longo prazo, pode agravar doenças como hipertensão arterial e diabetes e causar derrames e infartos.

Se você acorda com o próprio ronco, deve buscar ajuda médica sem demora.

Insônia
Quem tem insônia demora a pegar no sono e permanece pouco tempo dormindo.

Pode ser um problema pontual relacionado a um acontecimento específico estressante, por exemplo.

Mas há quem sofra de insônia crônica caracterizada pela dificuldade de dormir por um período longo, superior a um mês.
Apesar de exaustas, as pessoas que sofrem de insônia não conseguem desligar e dormir profundamente.

As noites em claro podem resultar em problemas graves de saúde.

É fundamental descobrir a causa com ajuda médica.

Não recorra a automedicação.

Diversos fatores causam insônia e devem ser tratados de maneira adequada, entre eles estão problemas hormonais e distúrbios respiratórios.

Síndrome das pernas inquietas

A síndrome das pernas inquietas altera a sensibilidade e provoca agitação nas pernas, se manifesta especialmente quando a pessoa está em repouso, perturbando muito o sono.

O problema piora com a idade e é preciso mudar o estilo de vida, reduzindo o consumo de cafeína e ficando longe do cigarro, além de avaliar a necessidade do uso de medicamentos.
Invista em sono de qualidade
Não use remédios para dormir sem prescrição médica.

Procure caprichar na higiene do sono e se não for o suficiente, converse com o seu médico.
Mantenha um horário regular para se deitar e acordar.
Não como demais à noite, nem muito tarde.
Tome um banho morninho.
Beba um chá calmante ou um copo de leite morno.
Faça uma atividade relaxante como ler, ouvir música suave ou meditar.
Não veja TV no quarto.
Use colchão adequado ao seu peso, nem muito duro, nem muito mole.
Mantenha o quarto escuro.
Faça exercícios regularmente.

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A Dra. Roberta Gobeti Delgado é geriatra da QualiMedi Saúde e conta neste vídeo o que é a geriatria. Ela explica como é a formação do médico geriatra e qual o momento ideal para começar o acompanhamento com o geriatra. "Geriatra é para todo mundo que deseja envelhecer de forma saudável".

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Se você está no grupo de risco visite o angiologista anualmente.
Por Luís Henrique Maia Rocha, angiologista e cirurgião vascular

Check-up vascular

O check-up vascular é uma ferramenta de detecção precoce de doenças graves e que muitas vezes não dão sinais, como o derrame cerebral, que está no topo das causas de morte no Brasil, e o aneurisma da aorta, que também pode ser fatal.
Pessoas que sofrem de hipertensão ou diabetes, são obesas ou fumantes têm maior chance de sofrer com problemas vasculares.

A idade também é um fator de risco, após os 50 anos é recomendado que todos façam exames regularmente.
Recursos como o ultrassom doppler colorido, também chamado de ecografia com doppler, conseguem revelar anormalidades no fluxo sanguíneo de veias e artérias.

É o meio de saber se a circulação do sangue pelo corpo está ocorrendo perfeitamente. Esse cuidado preventivo livra o paciente de complicações e, sem dúvida, salva vidas.
São diversos problemas e doenças que podem ser identificados e resolvidos quando o paciente faz um check-up vascular. Saiba um pouco mais sobre alguns deles.

Aneurismas da aorta

Os aneurismas da aorta são dilatações na artéria do corpo que se inicia na base do coração e termina próximo ao umbigo.

A dilatação ocorre devido a diversos fatores como tabagismo, pressão arterial elevada e o envelhecimento natural. O problema é mais comum em homens na faixa etária entre 65 e 75 anos.
Quando a dilatação chega a um nível crítico, a veia pode se romper e causar hemorragia interna. Infelizmente, muitas vezes, nem dá tempo de socorrer o paciente.

Mas quando o problema é diagnosticado precocemente, o tratamento é mais eficaz.
O médico pode optar por uma cirurgia aberta ou pela endoprótese, um recurso menos invasivo.

endoprótese é formada por um conjunto de dispositivos que, juntos, atuam para reforçar a parte frágil das veias ou artérias.

Por meio de uma punção na virilha, o cirurgião introduz um cateter e consegue fazer enxertos de stents na aorta.

Os stents são tubos que possuem uma armação metálica e reforçam a estrutura da artéria.

Derrames causados por obstrução nas artérias carótidas

Os derrames causados por obstruções nas artérias carótidas, localizadas na região do pescoço, são uma das principais causas de morte em todo o mundo.

Acontecem porque, assim como outras artérias do corpo, elas sofrem desgaste no processo de envelhecimento e podem acumular placas de gordura, cálcio e elementos celulares.

Principalmente se associado a hipertensão, colesterol alto e tabagismo.
Sem qualquer aviso, um pedaço da placa pode se soltar e causar obstrução da circulação cerebral que chamamos de acidente vascular cerebral isquêmico.
Exames como o doppler das artérias carótidas e vertebrais e a angiografia podem detectar estas placas.

Casos mais simples são tratados clinicamente, com medicamentos e adoção de hábitos saudáveis.

Somente os casos mais avançados necessitam de cirurgia o implantação de stents.

Trombose

Quando trombos (coágulos) se formam em veias profundas, geralmente na panturrilha, causam a trombose venosa profunda, uma doença perigosa.

O coágulo pode se deslocar até o pulmão bloqueando uma artéria e provocando embolia pulmonar.
Ficar muito tempo parado, durante longas viagens, ou acamado, pode provocar trombose.

Também são fatores de risco a obesidade, idade, gravidez, insuficiência respiratória, terapias hormonais, predisposição genética, dentre outros.
O doppler colorido é o exame que identifica o problema.

Quanto antes tratar com medicamentos que ajudam a eliminar os coágulos, melhor o prognóstico.

Varizes

Varizes são veias dilatadas que provocam dor e cansaço nas pernas.

É um problema que vai além da questão estética porque pode comprometer muito a qualidade de vida do paciente. Casos graves provocam até úlceras na região onde a circulação sanguínea está prejudicada.
No check-up vascular o médico pode avaliar com precisão a saúde dos vasos sanguíneos e definir o tratamento que pode ser cirúrgico ou tratado de forma menos invasiva, dependendo do caso.

Saiba mais lendo o artigo específico sobre varizes.
Cuide-se, procure um médico especialista no sistema vascular e faça um check-up.

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