Saiba mais sobre os tipos de crise e como tratar.
Por Flavio Bobroff, neurologista.

A epilepsia

A epilepsia é um distúrbio neurológico que ocorre quando células cerebrais, os neurônios, começam a disparar muitas descargas elétricas simultaneamente, emitindo sinais equivocados, provocando algo como um curto-circuito na cabeça.
Esta confusão no cérebro faz com que a pessoa sofra crises epiléticas, também conhecidas como acessos ou ataques epiléticos.

A forma de manifestação das crises depende do local do cérebro atingido pela atividade anormal dos neurônios.

Tipos de crise epilética

Quando os dois lados do cérebro são afetados, acontecem crises generalizadas.

A mais conhecida é aquela em que a pessoa perde subitamente a consciência e começa a se debater, enrijecendo o corpo e aumentando a salivação.

O ataque dura poucos minutos, logo a pessoa recobra os sentidos, ainda que se sinta um tanto confusa, sonolenta ou agitada.
Também é comum a epilepsia se manifestar em crises de ausência, quando a pessoa fica parada com olhar fixo em algum ponto e totalmente alheia ao que está acontecendo à sua volta.

Em outros casos o que ocorre é a repetição incontrolável de movimentos, como gesticular ou mastigar.
nas crises simples, a pessoa não perde consciência e consegue descrever perfeitamente os sintomas, geralmente tontura, formigamento, alterações em som, cheiro e sabor.
A epilepsia é uma doença comum que atinge pessoas de qualquer idade.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) existem cerca de 50 milhões de casos no mundo.

A maioria dos pacientes, desde que receba o tratamento adequado, consegue trabalhar e levar uma vida normal.
Para isso é importante que o paciente e a família aprendam a conviver com a doença, seguindo à risca o tratamento e as orientações do neurologista para evitar crises constantes e fortes.

Diagnóstico

Uma única crise não caracteriza epilepsia, mas já na primeira ocorrência devemos buscar avaliação e acompanhamento médico para confirmar ou descartar uma suspeita.

O exame clínico e o relato detalhado do que aconteceu com o paciente são fundamentais para o diagnóstico, mas o médico pode pedir também análise laboratorial de sangue e urina, eletroencefalograma e exames de imagem para obter informações complementares.
A ciência aponta várias causas possíveis para a epilepsia.
Doenças genéticas
Anoxia neonatal (falta de oxigênio durante o parto)
Distúrbios metabólicos
Doenças cardiovasculares como o AVC
Malformações do cérebro
Tumores cerebrais
Infecções como a encefalite

Tratamento

Em 70% dos casos o tratamento com doses diárias de medicamento antiepilético consegue controlar as crises. O sucesso do tratamento medicamentoso depende de disciplina.

O paciente não pode deixar de tomar o remédio um dia sequer e nem de visitar o médico regularmente para eventuais ajustes na medicação.
Para alguns pacientes é preciso buscar ou associar outros recursos que mantenham a doença sob controle, como dieta com pouco carboidrato, neuromodulação e até cirurgia.
Entre outros cuidados, recomendamos que o paciente com epilepsia evite a prática de esportes radicais, natação, ciclismo e atividades que exijam lidar com fogo, usar ferramentas cortantes ou permanecer em locais elevados.

Como ajudar alguém durante uma crise?

Caso você precise ajudar uma pessoa em crise epilética, tente manter a calma e, enquanto aguarda socorro médico, siga os seguintes passos.
• Mantenha a pessoa deitada de lado para evitar que ela aspire secreções ou vômito, que podem ocorrer durante a convulsão.
Proteja a cabeça da pessoa para impedir que ela se machuque batendo no chão.
Tire de perto qualquer objeto que possa oferecer risco.
Não coloque sua mão ou qualquer objeto na boca da pessoa durante a crise.

Ela pode provocar um ferimento grave em você durante uma mordedura ou acabar quebrando um dente mordendo o cabo de uma colher, por exemplo.

Não se preocupe com a língua, ela não vai sufocar a vítima da crise epilética.

Não hesite, procure um médico.
Epilepsia não é uma doença contagiosa, nem é sinal de loucura.

Não alimente medo ou preconceito, como já dissemos, seguindo o tratamento, a maioria dos pacientes tem excelente qualidade de vida.

Fale com o neurologista.

A espondilite anquilosante é um tipo de reumatismo que provoca dor na região lombar.

Dra Bianca Azevedo, reumatologista , explica.
Atualizado em 25 de agosto de 2021.

Dor Lombar, o que é?

A espondilite anquilosante é uma doença inflamatória crônica que, se não tratada precocemente, pode ser incapacitante e provocar sequelas irreversíveis.

Esse tipo de reumatismo ataca principalmente a coluna e grandes articulações como ombros e quadris.

Ocorre em mulheres, mas é mais comum nos homens com idade entre 20 e 40 anos.

Sintomas

Os principais sintomas são dores na região lombar, nas nádegas e na parte posterior das coxas.
A dor costuma piorar durante a noite e de manhã a pessoa acorda com a coluna travada, ou seja, os movimentos ficam limitados pela rigidez matinal.
Um lado é geralmente mais doloroso do que o outro.
Essa dor tem origem nas articulações sacroilíacas (entre o osso sacro da coluna vertebral e a pélvis).
Alguns pacientes sentem muito cansaço, têm febre baixa, perdem o apetite e apresentam até anemia.

Causas

A origem da doença não é totalmente compreendida, mas está associada a fatores hereditários.

A chance de desenvolver a enfermidade aumenta de 10 a 20 vezes quando há casos na família.
A doença afeta três vezes mais os homens do que as mulheres.

Surge, normalmente, entre o fim da adolescência e os 40 anos de idade.
Consequências
A espondilite anquilosante causa inflamação nos tecidos conjuntivos, afetando o esqueleto axial, especialmente os ossos da coluna, ombros, quadris e joelhos.
Além da coluna comprometida e da artrite (inchaço) nas grandes articulações, a doença também pode prejudicar os olhos por uveíte (inflamação ocular com vermelhidão e desconforto visual); a pele, pela presença de placas descamativas (psoríase); os intestinos, por colite (inflamação intestinal); e, em casos raros, coração, pulmões e sistema nervoso central.

Diagnóstico

A dor em coluna lombar é uma queixa muito frequente na população em geral.

Muitas vezes se torna incapacitante e incomoda principalmente nos períodos de repouso e ao acordar.
No estágio inicial não é raro confundir a espondilite anquilosante com outros problemas da coluna, como osteoartrite. Por isso é tão importante a avaliação de um especialista.
O reumatologista é o médico indicado para o diagnóstico.
Além da avaliação clínica minuciosa, exames de imagem, como o raio-x ou ressonância magnética, e exames de sangue amparam a investigação do caso.

Tratamento

Embora ainda não exista cura, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado permitem controlar os sintomas e a progressão da doença.
Os objetivos do tratamento são aliviar as dores, baixar o risco de deformidades, manter a mobilidade das articulações e a postura ereta.
O uso de anti-inflamatórios não esteroides, analgésicos e relaxantes musculares deve ser feito obrigatoriamente sob orientação médica.
A fisioterapia é essencial ao portador de espondilite anquilosante.

A rotina do paciente passa a incluir exercícios respiratórios e posturais, trabalhando o fortalecimento dos músculos que protegem as articulações acometidas.
Em alguns casos, a cirurgia para substituir a articulação do quadril é recomendada.
Cuidados
Controle o peso.
Invista nos exercícios fisioterápicos.
Mantenha a postura.
Durma num colchão firme de boa qualidade.
Não faça automedicação.
Para agendar uma consulta com o reumatologista da QualiMedi Saúde, clique aqui.


É possível melhorar a qualidade do sono e evitar complicações graves.
Por André Matsuda, otorrinolaringologista.

O ronco.

O ronco atrapalha o sono, as relações conjugais e pode trazer prejuízos sérios à saúde.

É importante avaliar a gravidade do problema e conhecer as causas e possíveis consequências.
Não se preocupe em caso de ronco discreto.

É comum roncar, por exemplo, quando dormimos de barriga para cima, porque a musculatura da garganta fica mais flácida, a língua um pouco para trás e a mandíbula tende a se abrir.
Mas quando o ruído é alto, incomoda quem está por perto e o roncador chega até a acordar com o próprio barulho, devemos buscar ajuda médica.

O que causa o ronco?

O ronco é produzido na expiração quando o ar tem dificuldade de passar pelas vias respiratórias superiores.

Vários problemas podem estar relacionados ao ronco.

Muitas vezes é um conjunto de fatores que perturba a qualidade de sono do paciente.
Dentre as causas mais comuns podemos citar amídalas grandes, adenoide, pólipos, desvio de septo, rinite, obesidade, refluxo gastroesofágico e o envelhecimento natural do corpo.
Hábitos ruins como tabagismo, comer demais antes de dormir ou consumir bebida alcoólica também contribuem para o surgimento do problema.
Além disso o biotipo da pessoa deve ser considerado.

Quem tem pescoço curto ou queixo projetado para trás é mais propenso a roncar.

Qual a diferença entre ronco e apneia do sono?

O ronco pode ser um sintoma de apneia, um dos principais e mais perigosos distúrbios do sono.

Se ao dormir temos grande dificuldade para expirar, com o fechamento parcial ou total da faringe, sofrendo pequenas paradas respiratórias continuamente, chamamos de apneia.
O distúrbio reduz a oxigenação do sangue e, a longo prazo, pode resultar na piora de doenças pré-existentes como hipertensão arterial e diabetes e até causar derrames e infartos.

Em uma pessoa adulta a apneia provoca mais de 5 paradas respiratórias de 10 segundos em apenas uma hora de sono.

Em crianças, a suspensão da respiração é mais curta, variando entre 2 e 3 segundos, mas é o suficiente para prejudicar a saúde.

Quais são os sintomas da apneia do sono?

A apneia deixa a pessoa cansada e sonolenta durante do dia.

Realizar tarefas monótonas como dirigir fica mais complicado.
As crianças não conseguem se concentrar e o rendimento escolar diminui.
Adultos perdem em desempenho no trabalho e reduzem a libido.
Há pacientes que ficam hiperativos ou irritados.
Despertar com sensação de sufocamento, boca seca ou ter dor de cabeça de manhã também são sintomas comuns.

Como é feito o diagnóstico?

Para fazer o diagnóstico em caso de ronco e apneia é preciso analisar as informações relatadas pelo paciente e, se possível, por um familiar que é testemunha do problema.
Além da avaliação clínica, o médico pode indicar a realização de uma polissonografia.

O exame capta dados através de sensores espalhados pelo corpo. Assim conseguimos registrar os padrões de sono do paciente, medindo a atividade cerebral, o esforço para respirar, os batimentos cardíacos, o movimento dos olhos e das pernas, entre outros indicadores.
É uma avaliação precisa para descobrir as causas e a melhor solução.
Tratamento
O tratamento depende da gravidade do caso.

Às vezes perder peso, mudar hábitos alimentares e a posição ao dormir resolve o problema.
Alguns pacientes só melhoram usando aparelhos intraorais, como próteses que ajudam a posicionar melhor a língua e ficar com a boca fechada durante o sono.
Para aqueles que sofrem de um distúrbio grave podemos indicar dispositivos como o CPAP, um aparelho que envia jatos de ar para dentro das vias respiratórias.

O uso do CPAP, nasal ou facial, reduz o ronco e os riscos de problemas cardiovasculares.
Investigando as causas do ronco e apneia também podemos concluir que a melhor solução é cirúrgica.
Portanto não devemos nos acostumar ao ronco que perturba o sossego e pode roubar a saúde enquanto dormimos. Se o problema existe, agende uma consulta com o otorrinolaringologista para uma avaliação.

Saiba como reconhecer sintomas que indicam ansiedade além do normal.

A psiquiatra Micheli Luise Braga, da equipe QualiMédicos explica.
Atualizado em 24 de agosto.

Transtorno de ansiedade

Muitos acontecimentos que experimentamos na vida causam ansiedade.

É normal ficar preocupado diante de uma situação desafiadora.

O transtorno de ansiedade generalizada se caracteriza pelo medo exagerado de que algo de ruim aconteça conosco ou com pessoas queridas.

Disputar uma vaga de emprego, encarar uma conversa difícil ou um problema de saúde são exemplos de situações que nos deixam nervosos.

Mas quando o medo é excessivo e nos acompanha por um período maior que 6 meses podemos estar sofrendo de transtorno de ansiedade generalizada.
É um distúrbio que afeta o desempenho escolar e profissional, os relacionamentos, a vida.

O foco de tensão varia: medo de doença, de acidente, de não dar conta de tarefas e compromissos.
Levantamento da OMS (Organização Mundial de Saúde) aponta que o Brasil está no topo do ranking mundial de ansiedade.

Aproximadamente 18,6 milhões de brasileiros têm a vida vivem com ansiedade.

Os sintomas se manifestam de maneiras e intensidade diferentes em cada indivíduo.

Saiba quais são os mais comuns.

Sintomas físicos da ansiedade
Aperto no peito
Alteração nos hábitos intestinais
Aumento da pressão arterial
Disfunção sexual
Dor de cabeça
Dor muscular
Fadiga
Falta de ar
Náusea
Palpitação
Sudorese
Sintomas psíquicos da ansiedade
Apreensão constante
Dificuldades de memória
Falta de concentração
Inquietação
Irritação
Insônia

Diagnóstico do transtorno de ansiedade

Para saber se está sofrendo de transtorno de ansiedade generalizada preste atenção ao seu comportamento e ao seu corpo. Pense em como reage diariamente aos acontecimentos.

A ansiedade está impedindo de realizar as atividades cotidianas?

Peça ajuda. Procure um psiquiatra para avaliar o caso.

O especialista vai analisar o histórico dos sintomas, fazer um exame físico e pedir exames complementares quando necessário.
Muitas pessoas sofrem crises de ansiedade tão intensas que pensam que estão tendo um infarto.

Quando conseguem se acalmar, tudo volta ao normal.

Qualquer episódio que gere estresse ou insegurança pode desencadear uma crise e muitos medos.

Procurar ajuda médica o quanto antes, é o melhor a fazer para evitar sofrimento.


Tratamento

O tratamento do transtorno de ansiedade é definido de acordo com a gravidade de cada caso.

Os medicamentos prescritos são os antidepressivos, ansiolíticos e betabloqueadores (para momentos de crise).

O acompanhamento profissional é obrigatório.

É comum ter de fazer ajustes, trocando o remédio ou alterando as doses, conforme a avaliação de resultados.
A psicoterapia é também um recurso importante no tratamento de pessoas ansiosas porque ajuda a avançar no processo de autoconhecimento, superação de conflitos emocionais e reconhecimento dos gatilhos de ansiedade.
• O sucesso do tratamento envolve ainda a mudança de estilo de vida.

Alguns hábitos são altamente eficazes no controle da ansiedade.
• Faça exercícios físicos. Caminhar, pedalar, nadar, escolha o que é possível e te dá mais prazer, mas invista um tempo do seu dia na atividade física.
• Aprenda a fazer exercícios respiratórios como os ensinados no Yoga.

Respirar profunda e lentamente em momentos de tensão ajuda a relaxar e retomar o equilíbrio.
• Tenha um passatempo. Se dedicar a um hobbie é uma maneira de se desligar dos problemas e pensamentos negativos. Encontre algum que faça sentido pra você.
• Crie oportunidades de conversa e convívio com amigos e familiares.

Nem que seja online ou por telefone.

Se quiser consultar um especialista em saúde mental da QualiMedi, agende um horário.

O diagnóstico precoce é o principal fator de sucesso para o tratamento de câncer de pulmão.
Assista ao vídeo com o pneumologista Otávio Goulart Fan, da equipe QualiMédicos.
Atualizado em 30 de julho de 2021.

O câncer de pulmão

O câncer de pulmão é considerado o tumor mais letal no mundo segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde).

No Brasil, o Inca (Instituto Nacional de Câncer) informa que a estatística mais recente, de 2015, aponta o câncer de pulmão como o responsável pela morte de 26.498 pessoas.

É o segundo tipo de câncer mais comum entre homens e mulheres.
A chance de cura é alta quando o câncer de pulmão é diagnosticado na fase inicial. Infelizmente o tratamento precoce é raro, apenas 16% dos casos são detectados ainda no início.

A doença é silenciosa, na maioria das vezes, só dá sinais quando está mais avançada.
Saiba quais são alguns sintomas comuns a várias doenças, mas que podem estar relacionados ao câncer de pulmão e devem ser investigados sem demora.
Tosse prolongada.
Escarro com sangue.
Dor no peito.
Rouquidão.
Emagrecimento ou fraqueza sem motivo aparente.

Como é feito o diagnóstico de câncer de pulmão?

Ao notar sintomas, devemos consultar um pneumologista.

O especialista vai fazer os exames necessários para descobrir se a causa é outra doença, como alergia e bronquite, ou tumor.
O diagnóstico é feito a partir de exames clínicos, laboratoriais e radiológicos em pessoas com sintomas característicos do câncer de pulmão.
Pessoas que não apresentam sintomas, mas pertencem a grupos de risco para a doença, devem consultar o pneumologista regularmente e fazer exames periódicos.


Quais são os fatores de risco para câncer de pulmão?
Em 85% dos casos, segundo o INCA, a causa do câncer de pulmão é o tabagismo, incluindo fumantes ativos e passivos.
Conheça outros fatores de risco apontados pelo Instituto Nacional do Câncer.
Viver exposto à poluição do ar.
Ter infecções pulmonares de repetição.
Apresentar deficiência ou excesso de vitamina A.
Sofrer de DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica).
• Possuir predisposição genética e histórico familiar de câncer de pulmão.
Atuar profissionalmente exposto a agentes químicos ou físicos (asbesto, sílica, urânio, cromo, agentes alquilantes, radônio entre outros)
• Consumir água potável contendo arsênico.
• Consumir altas doses de suplementos de betacaroteno.

Ainda de acordo com o INCA, trabalhadores de alguns setores específicos podem ter chance aumentada de desenvolver câncer de pulmão.
Trabalhadores rurais
Empregados da construção civil
Funcionários de curtume
Trabalhadores da fundição de metais
Empregados das indústrias (alumínio, borracha, cimento e gesso, gráfica e papel, têxtil, metalúrgica, metal pesado, nuclear, eletroeletrônicos, aeronaves, aparelhos médicos, vidro; fertilizantes)
Trabalhadores da mineração
Empregados em fábrica de baterias
Produtores de pigmentos
Bombeiros hidráulicos
Encanadores
Eletricistas
Mecânicos de automóvel
Pintores
Soldadores
Sopradores de vidro.
Trabalho com isolamento, em navios e docas
Trabalhadores em conservação do couro
Pessoal de limpeza e manutenção
Se o trabalhador também for fumante, o risco de câncer aumenta significativamente.

Qual o tratamento para câncer de pulmão?

O tratamento do câncer de pulmão em fase precoce é principalmente cirúrgico.

O tumor é removido com margem de segurança e ainda são retirados linfonodos da região. Aproximadamente 20% do casos diagnosticados podem ser tratados com cirurgia, a maioria, porém, só é detectada em estágios avançados quando o câncer já atingiu uma área grande e a saúde do paciente é muito mais frágil impedindo a cirurgia.
Antes ou após a cirurgia é possível tentar destruir as células cancerígenas com radioterapia.

Há efeitos colaterais como pneumonite e esofagite.
A quimioterapia é o recurso para eliminar células doentes, reduzindo o tamanho do tumor e os sintomas.

A terapia provoca efeitos colaterais que nem todos os pacientes suportam.

Existe ainda um novo tratamento chamado terapia-alvo.

É uma medicação que vem sendo usada para combater tumores com determinadas características genéticas em estágios avançados.

Segundo o INCA, estudos estão em andamento para avaliar que pacientes poderiam ser beneficiados pela terapia.
Como prevenir o câncer de pulmão?
A medida de prevenção mais importante para evitar o câncer de pulmão é não fumar nenhum produto derivado do tabaco: cigarro, narguilé, fumo de rolo, cigarrilha, cigarro de palha ou cachimbo.
Também não podemos aceitar sermos transformados em fumantes passivos, ficando doentes por conviver com fumantes ativos em casa ou no trabalho.

Compartilhe informações e alerte para os riscos.
Ficar exposto continuamente a poluição ambiental ou agentes químicos no trabalho é outra situação a ser evitada.
Converse com o pneumologista para saber mais. Marque uma consulta.

Alguns cuidados simples podem ajudar a aliviar dores nos ombros.

Por Fernando Cinagava, ortopedista especialista em ombro e cotovelo.
Atualizado em 26 de julho de 2021.

Dor no ombro

A queixa de dor no ombro é muito frequente no consultório do ortopedista.

Descobrir a origem da dor é fundamental para se livrar dela.

A causa pode estar relacionada a doenças, mas também à má postura, sobrecarga, cansaço e estresse.
Uma rotina de autocuidado pode amenizar a dor na região ombros.

Vale a pena tentar.

1- Faça alongamentos.
Fique em uma posição confortável, em pé ou sentado, como preferir.

Com a ajuda de uma das mãos, puxe a cabeça gentilmente para a lateral.

Respire profundamente e expire devagar, relaxando os ombros. Fique nesta posição por um minuto.

Repita o movimento para o outro lado.
Na sequência abaixe a cabeça levando o queixo em direção ao peito, repousando as mãos sobre o crânio.

Em seguida faça o contrário.

Eleve a cabeça, olhando para o alto, una as mãos e faça uma ligeira pressão embaixo do queixo para alongar ao máximo, mantenha a posição por um minuto.


2 - Mantenha a postura no trabalho.
Observe a postura nas atividades profissionais, cuidando para evitar sobrecarga.

Se trabalha sentado em frente ao computador, use uma mesa numa altura adequada para apoiar os antebraços e manter cotovelos e ombros relaxados.

Os antebraços não devem ficar esticados para teclar ou mexer no mouse.

Mantenha as costas eretas, apoiadas do encosto da cadeira. Posicione o monitor na altura dos olhos.


3 - Aplique compressas quentes.
Coloque uma bolsa de água ou outro tipo de compressa quente sobre a região dolorida.

A temperatura ideal é entre 40 e 45 graus.

Mantenha a compressa no local por 20 minutos e, se possível, repita mais uma vez no mesmo dia.

O calor ajuda a relaxar os ombros.

Aplicar a compressa no fim do dia é um hábito bem reconfortante.


4 - Faça massagens.
A automassagem é eficiente para o relaxamento da região dos ombros.

Se realizada após a aplicação das compressas quentes tem um efeito ainda melhor.

Você pode usar cremes, pomadas, gel ou produtos anti-inflamatórios se quiser.

Ao aplicar massageie a musculatura ao redor dos ombros em movimentos circulares e lentos.

Faça isso duas vezes ao dia.


5 - Pratique exercícios.
Fazer exercícios de fortalecimento, alongamento e mobilidade é essencial para tratar e prevenir as dores no ombro. Mantenha-se ativo.

Musculação, hidroginástica, natação, pilates e exercícios funcionais são ótimas opções.
Um exercício bem simples para aliviar as dores é inspirar elevando os ombros até perto das orelhas e soltar, deixar cair, ao expirar.

Faça também movimentos de rotação dos ombros para frente e para trás, 20 vezes em cada sentido.


6 - Adote uma boa posição para dormir.
Evite dormir de bruços, pois a posição aumenta a tensão na região cervical e consequentemente piora as dores.
Ao deitar-se de lado use um travesseiro que não deixe sua cabeça muito inclinada para cima ou para baixo.

Se possível, abrace um edredom ou outro travesseiro com os braços e as pernas.

É uma maneira de manter a coluna bem alinhada.
Caso você durma de barriga para cima, use um travesseiro mais baixo, para evitar hiper flexão do pescoço.
Se a dor piorar ou sentir formigamento procure o médico.
Os cuidados relacionados aqui trazem alívio e evitam dores nos ombros.

Mas se elas persistem, o melhor é consultar o ortopedista para verificar se há algum problema mais sério. Combinado?

Para o Dr. Fernando Cinagava antes de abordar sobre a cirurgia de luxação de ombro é necessário saber o que é a luxação:  "É o deslocamento articular, ou seja, quando o ombro sai do lugar". O Dr. informa que o deslocamento pode acontecer de forma traumática, quando ocorre uma queda, um acidente ou até mesmo um movimento rápido e brusco ou de forma atraumática, quando a pessoa já possui uma frouxidão articular, e em algum movimento extremo sofre o deslocamento articular.

"No caso do trauma, existe um ligamento que se rompe no momento da luxação, e sem este, o ombro se desloca, pois é ele quem estabiliza a articulação. Já na forma atraumática não tem a lesão ligamentar do ombro. O diagnóstico é feito com uma consulta ao ortopedista, exame físico e exames de imagem."

Tratamento

"Caso seja uma luxação atraumática, o tratamento consiste em fortalecer o ombro, com exercícios específicos para o manguito rotador. Recomendamos pelo menos seis meses de tratamento conservador antes de se indicar a cirurgia. Já quando a luxação for traumática, com lesão ligamentar, o tratamento normalmente é cirúrgico".

A cirurgia

"A cirurgia artroscópica consiste na abordagem articular por pequenas incisões para que o ligamento seja suturado com âncoras. As âncoras são pequenos parafusos que travam no osso um fio que sutura o ligamento rompido, reinserindo então a lesão ocorrida", explica o ortopedista que recomenda que após a cirurgia o paciente fique quatro semanas de tipoia, onde pequenos movimentos são permitidos. "Depois deste período o mais indicado é a  fisioterapia, que pode durar de três a seis meses".

Por fim Cinagava ressalta: "Bons resultados são obtidos, mas cada caso deve ser avaliado para saber qual a melhor conduta".

 

Sobre a identificação do problema nos ombros o Dr. Fernando Cinagava explica: "Se você tem mais de 40 anos, sente dores aos movimentos do ombro, principalmente na elevação, se apresenta dores noturnas ao se deitar, com piora conforme mais esforço faz com os braços, pode ser que tenha uma lesão nos tendões do seu ombro. Para saber, o médico deve realiza um criterioso exame físico e solicitará alguns exames complementares, como um ultrassom, uma radiografia ou uma ressonância nuclear magnética".

O Dr. diz que é a partir dos resultados dos exames que o tratamento para a ruptura do manguito rotador do ombro será instituído. "Nem toda rotura dos tendões do manguito rotador é caso de cirurgia, isso dependerá do estágio que sua doença se encontra. Nos casos onde a lesão é menor, é indicado um trabalho com fisioterapia, para reabilitar o ombro enfraquecido pela tendinite. Nos casos de rotura dos tendões do manguito rotador, o tratamento instituído é uma cirurgia por videoartroscopia, que consiste em pequenos cortes, por onde pinças especiais artroscópicas chegam até a área de rompimento e faz a sutura necessária".

"O sucesso da cirurgia comprovadamente depende de vários fatores, como idade, tempo de lesão, tamanho da lesão, técnica realizada e fisioterapia adequada. Portanto, caso esteja sentindo algo parecido, recomendo procurar o seu ortopedista de confiança", finaliza o especialista em ombro e cotovelo.

Gostou das informações? Compartilhe com seus amigos. Se quiser agendar uma consulta com o Dr. Cinagava, clique aqui.

Entenda como o glaucoma afeta a visão e quais são as possibilidades de tratamento.
Por Rodrigo Prado, oftalmologista.
Atualizado em 5 de julho de 2021.

O glaucoma

O glaucoma provoca lesões no nervo óptico, geralmente por causa do aumento da pressão intraocular.

O nervo óptico leva a imagem do olho ao cérebro e é composto por milhões de “fios”, os neurônios.

A cada ano de vida perdemos milhares de neurônios.

Uma pessoa com glaucoma perde mais do que o normal.
Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) mostram que o glaucoma é a segunda maior causa de cegueira no mundo, sendo que a primeira é a catarata. A doença atinge entre 1 e 2% da população mundial.

No Brasil, a estimativa é de aproximadamente 900 mil portadores de glaucoma.
Apesar de não ter cura, a perda da visão provocada pelo glaucoma pode ser controlada.

Fatores de risco

A doença pode aparecer em qualquer faixa etária.

Mas a maioria dos casos ocorre em pessoas acima dos 40 anos de idade.

Além do envelhecimento e do aumento da pressão do olho, existem outros fatores de risco.
Diabetes
Obesidade
Hipertensão arterial
Casos de glaucoma na família
Ser negro ou hispânico (maior tendência a aumento na pressão intraocular)
Deficiência de estrogênio
Traumas oculares

Tipos e sintomas de glaucoma

O glaucoma crônico simples ou glaucoma de ângulo aberto representa mais de 80% dos casos.

É mais comum na população acima dos 40 anos. A causa é uma alteração anatômica, na região do ângulo da câmara anterior dos olhos.

O problema diminui a liberação do humor aquoso, um líquido incolor que tem a função de nutrir e manter a pressão adequada nos olhos.
Este tipo de glaucoma demora a apresentar sintomas.

Conforme a doença avança, a pessoa começa a perder a visão periférica.

Gradualmente o ângulo de visão vai se estreitando até se tornar tubular.

A falta de tratamento adequado pode levar a perda total da visão.
Já o glaucoma de ângulo fechado se caracteriza pelo aumento repentino da pressão intraocular por causa da obstrução da drenagem do humor aquoso.

Provoca dor no olho, visão embaçada, náuseas e vômitos.
O glaucoma congênito é raro e resultado de problemas durante a gestação.

A maioria dos sintomas – nebulosidade no olho, lacrimação excessiva, sensibilidade à luz, aumento de um ou dos dois olhos é notada nos primeiros anos de vida.
O glaucoma secundário está relacionado a doenças como diabetes e catarata.
Tratamento
Quanto antes o glaucoma começar a ser tratado, maior a chance de controlar o avanço da doença e garantir vida de qualidade ao paciente.
O tratamento, na maioria das vezes, é realizado com colírios que ajudam a reduzir a pressão dentro dos olhos.
Em parte dos casos é usado também medicamento via oral ou injeções.
Se os remédios não surtem efeito é possível tentar uma solução cirúrgica.

Cada caso é analisado de acordo com suas particularidades.

Gravidade do glaucoma
Espessura da córnea
Histórico familiar
Idade do paciente

Diagnóstico e prevenção do glaucoma

É importante visitar o oftalmologista regularmente, ainda mais quando se faz parte do grupo de risco para glaucoma.
A verificação de sinais da doença é rotina nos exames oftalmológicos.

O diagnóstico é realizado por meio da medição da pressão intraocular e do exame do fundo de olho.
Se o diagnóstico for confirmado, não deixe de seguir rigorosamente as recomendações médicas, mesmo que ainda não perceba sintomas.
Mantenha o corpo saudável com boa alimentação e exercícios físicos regulares, contribuindo para regular a pressão intraocular e prevenir outras doenças.

Se faz tempo que não vai ao oftalmologista, agende uma consulta agora. clique aqui.

Diagnóstico precoce de Alzheimer é importante para a qualidade de vida do paciente.
Por Flavio Henrique Bobroff, neurologista

Alzheimer

Temida por todos nós, a doença de Alzheimer foi descrita pela primeira vez há mais de 100 anos e até hoje permanece incurável. Também não descobrimos ainda uma forma efetiva de prevenção contra esse tipo de demência.

Não há vacina que nos imunize.

Apenas 10% dos pacientes são de famílias que possuem outros casos de Alzheimer, portanto não podemos considerar o mal como uma doença hereditária.

Infelizmente, qualquer pessoa pode ser afetada.
Em 1906 o médico alemão Aloysius Alzheimer estudou o caso de uma paciente e definiu as características da doença. Auguste Deter era uma mulher saudável até os 51 anos, mas passou a sofrer com a perda progressiva de memória, desorientação e dificuldade de se expressar.

Foi piorando até não ter mais nenhuma condição de se cuidar sozinha. Auguste morreu aos 55 anos e o médico teve permissão para examinar o cérebro dela em busca de alterações que explicassem o que havia ocorrido.
Desde então a ciência vem tentando entender melhor as causas e descobrir novos tratamentos.

Sabemos que placas senis surgem no cérebro do paciente com Alzheimer por causa da produção anormal de uma proteína chamada beta-amiloide. Outra alteração envolve a proteína tau e cria emaranhados neurofibrilares no tecido cerebral.
Também descobrimos que a doença reduz o número de neurônios e prejudica as sinapses, ou seja, a comunicação entre eles. O volume do cérebro diminui progressivamente.

Os neurônios responsáveis pela memória e pelo planejamento e execução de tarefas complexas são os primeiros a serem prejudicados.
Atualmente as pesquisas mostram que o Alzheimer é mais comum a partir dos 60 anos e a prevalência é maior entre as mulheres.

A estimativa é de 35,6 milhão de casos no mundo e, segundo a Associação Brasileira de Alzheimer, 1,2 milhão em nosso país. Grande parte dos doentes não recebe o diagnóstico.

A família interpreta os sintomas da doença como comportamentos normais da pessoa idosa e não procura ajuda quando deveria buscar a avaliação de um neurologista.
As demências, dentre elas o Alzheimer, provocam o sofrimento dos doentes, seus parentes e cuidadores. Além de ser causa de incapacitação de idosos e resultar num alto custo para toda a sociedade.

O diagnóstico no estágio inicial permite tratar os sintomas para que o doente tenha uma vida de melhor qualidade e a família aprenda a dar assistência adequada com mais tranquilidade e segurança.
A informação é um dos principais recursos que temos para enfrentar o Alzheimer.

Por isso recomendo sempre a avaliação neurológica e compartilho aqui respostas à algumas dúvidas que chegam ao consultório.

Quais são os sintomas do Alzheimer?

Os primeiros sintomas da doença surgem com o esquecimento para fatos recentes e corriqueiros, como deixar o fogão aceso, esquecer compromissos, a data em que se recebe a aposentadoria.
Ter dificuldade para encontrar palavras, apresentar desorientação relacionada ao tempo e ao espaço também podem ser sinais da demência.
Uma situação muito comum é a dificuldade para ir ao banco e pagar contas.

A pessoa não sabe mais administrar o próprio dinheiro e começa a se perder com frequência nas ruas em que estava acostumada a andar.
Os doentes também não conseguem mais tomar decisões, perdem a iniciativa e a motivação para fazer suas atividades do dia a dia.
Obviamente não estamos falando de problemas pontuais, mas de comportamentos frequentes, da repetição de episódios de confusão mental que interferem na rotina e diminuem a autonomia da pessoa.

Como é feito o diagnóstico da doença de Alzheimer?

O diagnóstico é feito por exame clínico e pela exclusão de diversas outras doenças que podem ter os sintomas parecidos.
Numa fase muito inicial de Alzheimer é, realmente, muito difícil distinguir.

Apenas a evolução dos sintomas poderá revelar.

O quadro piora com o passar dos meses e anos.
Numa fase intermediária os sintomas se tornam mais evidentes até para os familiares.

O doente precisa de ajuda com a higiene pessoal, tem maior dificuldade para falar e se expressar com clareza.

Pode manifestar ideias sem sentido e até ter alucinações como ouvir vozes e ver pessoas.

É típico o paciente suspeitar que está sendo roubado por alguém ou traído pelo cônjuge.

Se confrontado com a realidade, se torna irritado e até agressivo.
Na fase avançada o comportamento inadequado é ainda mais frequente e exacerbado.
A pessoa também perde capacidade motora. Necessita de ajuda para caminhar e, com a evolução da doença, passa a usar cadeira de rodas ou fica acamada.

Pode haver ainda incontinência urinária e fecal.

Qual é o tratamento para o Alzheimer?

A doença não tem cura, mas com o uso de medicamentos podemos garantir sobrevida ao doente, fazer com que o Alzheimer evolua mais lentamente.

O ideal é começar a tratar logo no estágio inicial.

Os remédios ajudam bastante a controlar a agressividade e a depressão, melhorando o sono. São um alívio para os desequilíbrios provocados pelo Alzheimer.

Procurar o auxílio de um neurologista para avaliação e acompanhamento é o melhor a se fazer.


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